Por que alcançar pessoas é apenas o começo e como cuidado, discipulado e formação de líderes podem revelar a saúde de uma igreja.Agora, olhe para a sua igreja
Antes de terminar este texto, quero propor algo prático.
Não pense em outra igreja. Pense na sua.
Separe alguns minutos com sua liderança e tente responder a estas cinco perguntas:
1. Quem chegou à nossa igreja nos últimos 30 dias?
Nós sabemos seus nomes? Alguém entrou em contato com essas pessoas?
2. Quem deixou de frequentar nossa igreja nos últimos meses?
Nós percebemos? Alguém procurou saber o que aconteceu?
3. Existe uma jornada clara para quem chega?
Um visitante sabe qual é o próximo passo para ser acolhido, conectado e discipulado?
4. Quantas pessoas estamos discipulando e formando hoje?
Não apenas frequentadores. Pessoas sendo intencionalmente preparadas para amadurecer, servir e cuidar de outras.
5. Se Deus enviar 100 novas pessoas para nossa igreja no próximo mês, estamos preparados para cuidar delas?
Talvez algumas respostas incomodem.
E tudo bem. O diagnóstico não serve para condenar a igreja. Serve para mostrar onde precisamos cuidar.
Foi justamente dessa inquietação que nasceu o Igreja, Cuidado!
Não como mais um método para encher igrejas.
Mas como um chamado para olharmos com seriedade para a jornada que acontece depois que alguém chega.
Por isso, quero deixar um desafio:
Escolha uma pessoa.
Uma pessoa que chegou recentemente.
Uma pessoa que você percebeu que se afastou.
Uma pessoa que está frequentando, mas ainda não foi discipulada.
Uma pessoa com potencial para servir e liderar, mas que ainda não foi desenvolvida.
Escolha um nome.
Procure essa pessoa.
Mande uma mensagem.
Marque um café.
Ore com ela.
Ouça sua história.
Descubra qual pode ser o próximo passo dela.
Porque mudanças profundas na igreja nem sempre começam com uma nova estratégia.
Às vezes, começam quando um nome volta a ser mais importante que um número.
Jesus olhava para multidões, mas enxergava pessoas.
Talvez seja por aí que precisamos recomeçar.
E depois de cuidar de uma, faça uma segunda pergunta à sua liderança:
Como podemos construir uma igreja em que esse cuidado não dependa apenas da boa vontade de alguém, mas faça parte da nossa cultura?
É aí que entram discipulado, liderança, processos, tecnologia e estratégia — não para substituir relacionamentos, mas para garantir que pessoas não sejam esquecidas.
Henry Varley disse uma frase que marcou profundamente D. L. Moody:
“O mundo ainda está para ver o que Deus fará com um homem totalmente consagrado a Ele.”
Eu fico imaginando:
O que Deus pode fazer através de uma Igreja completamente rendida a Ele?
Uma igreja bíblica.
Cheia do Espírito.
Profunda em oração.
Apaixonada por Jesus.
Que alcança.
Que percebe.
Que se aproxima.
Que cuida.
Que discipula.
Que forma líderes.
Que envia.
E que cresce sem perder sua essência.
Esse é o tipo de igreja que desejo ajudar a construir.
Então, antes de fechar esta página, faça uma coisa:
Pense em um nome. E cuide.
Porque alcançar é o começo.
Cuidar é a jornada. Fazer discípulos é a missão.
Igreja, Cuidado!